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Sou Danilla, professora do Colégio Paulo VI, na cidade de Vitória da Conquista-Bahia e sou professora da Educação Infantil.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A SOCIOLOGIA CRÍTICA DE KARL MARX (1818-1883) E FRIEDRICH ENGELS (1820-1903)



 A visão de Marx e Engels sobre a sociedade é extremamente crítica no que se refere ao capitalismo no século XIX. E como o sistema capitalista se consolidou e permanece hoje mais dominante do que nunca, essa análise se faz importante.
Para Marx e Engels a sociedade do século XIX, profundamente marcada pela ascensão industrial e pelas relações capitalistas, se apresenta com enormes desigualdades sociais, além de uma imensa exploração que é feita pela burguesia sobre a classe dos trabalhadores. Nesse cenário de injustiça social, onde os patrões buscam cada vez mais aumentar seus lucros explorando os empregados, é apresentada uma imensa contradição social: a produção da riqueza é feita por muitos (proletários), mas a apropriação dessas riquezas é feita por poucos (burgueses).
Segundo Marx e Engels, esse sistema social, o capitalista, poderia e deveria ser superado com a instalação de uma nova sociedade, a qual garantisse a igualdade a todos os cidadãos. Realizar-se-ia, assim, uma superação das diferenças de classe e da exploração entre as pessoas. Isso, porém, não seria fruto da caridade do grupo dominante, a burguesia; mas sim, resultado da luta e da conscientização da própria classe trabalhadora, o proletariado.
Fica claro, então, que na concepção de Marx e Engels, os trabalhadores seriam os próprios agentes de sua libertação. É aí que se insere o importante papel de conscientização da educação. Educação aqui, vai muito além das quatro paredes de uma sala de aula ou dos muros de uma escola. Educar, nesse contexto, vai ao mais profundo do seu sentido, que é gerar consciência, que é fazer brotar ou renascer no indivíduo a dignidade perdida.
Marx e Engels compreendiam que somente o conhecimento seria capaz de realizar as transformações sociais necessárias, e assim superar o sistema capitalista. Esse conhecimento conscientizador se daria por meio da organização sindical e político-partidária dos trabalhadores. É esse conhecer e participar ativamente da luta trabalhista que faria o trabalhador passar de uma condição de objeto da história a sujeito transformador; destruir o Estado burguês que sustenta e é sustentado pelo capitalismo; e implantar a nova sociedade igualitária.
A visão de Marx e Engels, apesar de nascida e desenvolvida no meio operário, pode ser inserida na construção de uma escola para todos. Se o discurso de Marx e Engels visa gerar uma sociedade participativa e igualitária, o ambiente escolar é o local ideal para que esse modelo social seja pensado e gerado.
Todo educando, ainda que criança, é um ser, um cidadão e um trabalhador em potencial. São esses alunos que, num futuro breve, estarão imersos no mundo do trabalho e da política, estarão construindo e trilhando os caminhos das relações sociais. É na escola, depois da família, que eles experimentam ainda cedo e de forma mais profunda, o que é ser membro de um grupo social, a terem direitos e deveres, a agirem em prol do bem comum.
Portanto, o ambiente escolar precisa propiciar ao educando, em qualquer idade ou série, condições para a construção de uma consciência de sociabilidade e justiça. Nessa missão, todo o corpo escolar - quer direção, funcionários, professores ou alunos - precisa assumir seu papel como agente. Toda função na escola deve ser valorizada. A hierarquia não deve ser vista como superioridade ou desigualdade de valores, mas sim como pessoas que se complementam e que são reciprocamente necessárias. Oportunidades importantes de uma participação efetiva dos membros da escola se apresentam em várias ocasiões, como por exemplo, reuniões de pais e professores, conselhos de classe, eleições de líderes de turma, dentre outros.
No pensamento de Marx e Engels, a mercadoria não pode ter mais valor do que o trabalhador que a produziu. Da mesma forma, na escola o conhecimento não pode estar acima das pessoas. O conhecimento é importante porque ele é gerado por pessoas e porque pode – e deveria sempre ser – usado para o bem da humanidade. Por isso, a escola deve ser a semente e, ao mesmo tempo, um dos frutos da sociedade justa, solidária e igualitária; a qual só se constrói com a participação coletiva.

Um comentário:

  1. Parabéns por seu blog, gostei muito e vou voltar sempre aqui, sou estudante de pedagogia e seu texto me ajudou muito.

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